Dois anos de cineclubismo inserido em comunidades sem contacto com o Cinema como forma de expressão artística e cidadã permitem que se retome esta aventura de programação com um conhecimento aprofundado do terreno e com plena consciência de que a dificuldade de acesso aos bens culturais não é apanágio da suburbanidade. As ilhas de privação dentro do corpo de cidade a que chamamos centro são muitas. Optou-se pois por prosseguir o 9 e½ no Bairro da Lomba e numa instituição de raparigas.
Além destes frutos da reflexão sobre o percurso passado, o 9 e ½ organizará duas Oficinas, gratuitas, de Iniciação ao Cinema no Colégio Barão Nova Sintra e no Lar Nossa Senhora do Livramento. Mobilizando essas competências, estabelecer-se-á com os jovens espectadores uma ponte entre o VER e o FAZER, entre o OLHAR e a OBRA.
No feriado de 25 de abril, a manhã será dedicada ao público mais jovem, com a Praça de D. João I a acolher, a partir das 10 horas, um conjunto de atividades especialmente dedicadas às crianças, com jogos tradicionais, workshops e ateliês.
Por vezes, no meio da azáfama diária, olhamos repetidamente para os locais teimando não ver a realidade que se apresenta diante dos nossos olhos. Olhos que podem até dirigir uma atenão demorada às coisas, mas que apenas repousam na realidade sem prestar atenção aos detalhes que o quotidiano parece querer esconder.
O Porto é, todos sabemos, uma cidade de beleza ímpar. Por isso, não raras vezes, vemos turistas de máquina fotográfica a querer registar cada recanto da nossa cidade.
A Domus Social vai promover um concurso de fotografia, Olhar de Frente um Olhar diferente, destinado aos moradores que gostam de fotografia e que se interessam pela Habitação Pública.
O que se pretende é fomentar uma visão sobre a cidade que consiga, de forma criativa, proporcionar, simultaneamente, um olhar positivo e criativo sobre a Habitação.
Os vencedores deste concurso terão oportunidade de expor a sua fotografia em espaço público a anunciar e receberão prémios simbólicos.
PARTICIPE!
A Pierrot le Fou Propõe a realização de uma galeria portátil, itinerante, para acolhimento de projetos de fotografia e vídeo, com uma programação inicial de três exposições que pensam as formas de viver e usar a cidade.
Enquanto objeto formaliza-se como um edifício imaginário miniaturizado, inspirado na Boite-en-Valise de Marcel Duchamp, provocando a noção de privacidade do espectador e tornando ambíguo o sentido de escala.
Através de projectos inéditos, os fotógrafos, Katalin Déer, Carlos Lobo e Dinis Santos são convidados a apropriar-se da especificidade deste objecto-espaço, assumindo o ato de expor como forma de experimentação continuada da obra e , tal como na câmara escura, transformando cada exposição num mecanismo mediador de perceção.
Construído de modo a ser autónomo, será instalado fora dos espaços artísticos convencionais e , neste primeiro momento, circulará entre as freguesias do Bonfim, Ramalde e Massarelos.
Local: Metro campo 24 Agosto
Data: 14 abril a 12 de maio
Horário : 06h00 - 1h00 ( segunda a domingo)
O processo de municipalização da Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) constitui uma oportunidade para o Município do Porto reestruturar a sua estratégia de habitação. Com esse objetivo, foi aprovada em reunião de Executivo, desta terça-feira, a alteração dos estatutos da Porto Vivo, SRU, e da empresa municipal Domus Social, responsável pela gestão do parque habitacional da cidade.
Quando o cinema nasceu, no tempo do mudo, surgiram também os músicos acompanhadores de filmes que, no encontro com a imagem, improvisaram as primeiras bandas sonoras. Inspirados por este primeiro encontro entre música e cinema e composição e improvisação, António-Pedro, Ricardo Freitas e Eduardo Raon preparam-se para um encontro único e desconhecido: o da sua música com os filmes que nunca viram. No início do espetáculo, dirigido pela Companhia Caótica, os espectadores escolhem, do menu do dia, o filme que querem ver e o improvisado encontro de sons e imagens começa...