Equipa do Oupa! Lordelo cantou o trabalho no final do Cultura em Expansão
19-12-2017
O terceiro ano do projeto Oupa! e o final do quarto ano do Cultura em Expansão resultaram num espetáculo que fez a população da cidade encher o Rivoli, ao fim da tarde de ontem, e participar na festa.
O refrão «Das Campinas a Ramalde, de Pereiró até ao Viso / E o presidente já disse "faz-te à vida e Oupa nisso!"» foi repetido inúmeras vezes e pôs a plateia a intervir ativamente na festa de encerramento do programa municipal. Era a celebração do trabalho que envolveu jovens de oito bairros da freguesia de Lordelo do Ouro em oficinas de escrita, produção musical, vídeo, performance, promoção e produção de espetáculos, para estimular espirito do it yourself e promover o sentimento de pertença ao bairro e à cidade.
Colapso, Mónica Guedes, Rufimatoso, Beat 25, Fuga, Bonaparte, Razol e Rascão (com a participação especial de DN, LS, Jonas, Goofy, Três e Barulhentos) são a banda do Oupa! Lordelo e foram mostrar os dotes aprofundados graças ao Cultura em Expansão.
O projeto foi levado a cabo com a habitual equipa de Capicua, D-One, André Tentugal, Vasco Mendes, Tiago Espírito Santo, Pedro Nascimento e Patrícia Costa, que desde há três anos põe de pé o projeto assente na típica expressão tripeira de incentivo à ação. Depois do inaugural Oupa! Cerco, está já no terreno o Oupa! Ramalde que foi também ontem ao Rivoli passar o testemunho ao Oupa! Lordelo.
Para isso, passaram-se seis meses de residência artística com ensaios, noções de promoção (incluindo como escrever uma nota de imprensa ou fazer fotos de produção), veículos de distribuição, voz, mistura, luz e som, conceção de espetáculos, etc. "Começámos pelas estruturas associativas - e em Lordelo são muito ativas - que facilitam logisticamente, e tratámos de dar aos jovens estímulos e ferramentas que lhes permitam profissionalizar o que já fazem informalmente", conta Capicua.
Consciente da necessidade de gerir o estigma associado aos bairros, ao mesmo tempo que se celebra a criatividade e se liga a cidade, a equipa quis, sobretudo, transmitir "a ideia de que não é só curtir, também é trabalhar", conferindo eficiência e inspirando os jovens "para que, quando formos embora, eles possam continuar a surfar nessa 'onda' ".
E todos parecem estar já no caminho certo. Entusiasmados com a primeira vez que pisavam o palco do Rivoli, concretizaram o que Capicua sublinha "não ser só um concerto", antes "um espetáculo que é bom aqui e em qualquer parte do mundo. E sem condescendências!". Oupa nisso!