Para o presidente da Câmara, "devemos usar uma parte significativa dos nossos recursos para promover a habitação social no centro da cidade", admitindo que uma futura taxa turística possa servir para aumentar as aquisições municipais".
Manuel Pizarro lembrou que o entendimento que a Autoridade Tributária tem da lei que permite às câmaras municipais exercerem o direito de preferência não tem facilitado, mas que a autarquia vai continuar, desta forma, a procurar regular o mercado e promover a habitação a preços controlados no centro da cidade.
No verão passado a Câmara do Porto tinha já anunciado estar a aplicar, pela primeira vez, o exercício do direito de preferência, aquando de uma visita a vários prédios em reabilitação.
Nesta altura, a autarquia tem 17 prédios em reabilitação, estando criada uma lista de famílias que já moraram no Centro Histórico e estão atualmente a residir em bairros sociais da periferia que são convidados a regressar.
Para Manuel Pizarro este é a primeira vez que a Câmara do Porto está a aplicar uma medida real de repovoamento do centro histórico, depois de alguns programas que visavam deter a saída de população. Recorde-se que o Centro Histórico perdeu cerca de 60% de população entre 1991 e 2011, e há freguesias que chegaram a perder 36% na década anterior ao último Census realizado em 2011.
O Porto perdeu, entre 1981 e 2011 mais de 100 mil habitantes. O processo de reabilitação em curso, que atingiu níveis recordes nos últimos três anos, tem melhorado os níveis de procura de casa na Baixa do Porto.