Porto investe na Eco-reabilitação
26-03-2018

Encontrar soluções energeticamente eficientes e sustentáveis para utilizar na reabilitação de património construído, em especial nos centros históricos das cidades, é o principal desafio do ENERPAT, um projeto europeu em que participa o Porto. Nesse âmbito, a Casa do Infante acolhe hoje e amanhã o primeiro simpósio dedicado ao tema, numa organização da Sites et Citès Remarquables de France.


A abertura das jornadas de trabalho esteve a cargo de Fernando Paulo, vereador da Câmara do Porto responsável pela Habitação e Coesão Social, que explicou a importância política que tem sido dada ao Centro Histórico do Porto, Património Mundial da Humanidade, que soma já 2000 anos de história.
"Temos procurado ajustar políticas de modo a evitar o êxodo do centro e dos locais históricos, estimulando a reabilitação urbana e propiciando condições para aí se residir", disse.


O também presidente da Domus Social, empresa municipal que tem a seu cargo a gestão do parque habitacional público da cidade, referiu, como exemplo, o processo de reabilitação de 17 edifícios no centro histórico, dos quais resultarão cerca de 60 fogos "que trarão certamente capacidade de revitalização, atração de novas gerações de jovens e pessoas que possam fazer do centro histórico a sua filosofia de vida, mesclando com as pessoas que cá vivem".





Financiado pelo programa comunitário INTERREG SUDOE, o ENERPAT procura desenvolver e promover soluções para a eco-reabilitação de edifícios antigos adaptados ao tecido residencial dos centros históricos das cidades parceiras, replicáveis à dimensão do sudoeste europeu (SUDOE). Na prática, os parceiros terão que encontrar e definir estratégias territoriais de eco-reabilitação, uma metodologia multicritério e multi-escala direcionada aos centros históricos.


As cidades que integram o ENERPAT refletem a diversidade do tecido urbano do espaço SUDOE: o Porto (uma metrópole), a cidade espanhola de Vitória (média/grande dimensão) e Cahors, em França (uma cidade de menor dimensão), líder do projeto.

A preservação do património edificado antigo, prevenindo a degradação, a melhoria do conforto dos moradores, com preservação da sua saúde, e o desenvolvimento de uma economia circular são itens considerados no projeto.

Nesta quinta-feira, os trabalhos incluem a apresentação do projeto ENERPAT e uma mesa-redonda sobre o tema "Compreender o património edificado dos Centros Históricos para uma reabilitação durável". Seguem-se, ao final da tarde, visitas a projetos de habitação pública municipal no Centro Histórico do Porto.

A Câmara do Porto participa com vários parceiros associados, entre os quais a Universidade do Porto, a ESAP, a Direção Regional de Cultura do Norte, a AICCOPN e a DomusSocial, EM.