24/08/2022

A residência entregue ao Instituto Profissional do Terço vai apoiar jovens estudantes na fase de pós-institucionalização


No âmbito das comemorações do 130º aniversário, o Instituto Profissional do Terço (IPT), que tem como missão o acolhimento e a educação de crianças e jovens em risco, inaugurou uma residência destinada estudantes do ensino superior e cuja idade já não permite a permanência num apartamento de autonomização. A habitação de tipologia T2, localizada em Fernão Magalhães, foi cedida pela empresa municipal Domus Social e vai permitir providenciar a estabilidade necessária a estes estudantes para que possam terminar, com sucesso, a sua formação.


Com a entrega deste apartamento, agora batizado de “Residência Partilhada Eng. Cadão Formosinho”, passam a ser cinco as habitações cedidas pela empresa municipal a associações e IPSS no âmbito do projeto “Incentivo”, o programa criado com o objetivo de apoiar a integração de jovens sem retaguarda familiar em fase de pré-autonomização ou autonomização. O projeto arrancou, em 2008, com a cedência de um apartamento T4 na Travessa dos Salgueiros ao Instituto Profissional do Terço. Desde então, o sucesso da iniciativa permitiu apoiar dezenas de jovens do Município, garantindo as condições de habitabilidade, conforto e segurança, imprescindíveis para o sucesso escolar.


Pedro Baganha, vereador da Habitação da Câmara Municipal do Porto, marcou presença na inauguração e realçou o empenho da autarquia em “dar resposta às carências habitacionais, assegurando que ninguém é deixado para trás”. No entanto, “a gestão do parque habitacional municipal é complexa e, nesse sentido, sendo a habitação um direto fundamental, o Município tem investido no reforço de medidas integradas nas políticas municipais, que permitem a implementação de novos projetos com impacto social, como é o caso das Residências Sénior Partilhadas, ou o projeto Porto Importa, acrescenta.


Seguindo os critérios de equidade e justiça na análise e decisão sobre a gestão do Parque de Habitação Pública Municipal, a Domus Social tem reforçado o acompanhamento muito próximo da realidade social, avaliando criteriosamente os problemas de carência habitacional, procurando, com meios próprios e por recurso a outras entidades vocacionadas para o apoio social, encontrar as soluções que ajudem as famílias a ultrapassar os constrangimentos com que se depararam.


Para o provedor honorário do IPT, Cadão Formosinho, o projeto só se tornou possível com o apoio essencial da Domus Social, que cedeu a residência, e porque “um conjunto de nove empresas reuniu donativos que permitiram mobiliar e equipar todo o apartamento”.


Com este modelo de residência, o IPT pretende promover a integração de jovens estudantes no mercado de trabalho. Um equilíbrio entre autonomia e responsabilidade, para que sejam capazes de ultrapassar os desafios do dia a dia e desenvolver competências ao nível da gestão financeira, da vida doméstica e pessoal.