A 12 de agosto de 1938, o Ministério das Obras Públicas e Comunicações emitia o Decreto-Lei n.º 28 912, que criava para a cidade de Lisboa, sob a tutela da Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, condições para a instalação de casas económicas e desmontáveis, que o Porto pode aproveitar dois anos depois.  

 

Na década de 1940 e na primeira metade da de 1950, a construção municipal, tendo como principal objetivo a salubrização da cidade, permitiu ao município portuense baixar para mil o total de ilhas remanescentes.  

 

Foi durante este período que foram edificadas as Moradias Económicas das Sobreiras, hoje Agrupamento Habitacional Rainha D. Leonor, localizado na União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde.  

A original e diminuta dimensão das habitações “exigiu” aos seus residentes, da época, sucessivas adaptações e ampliações para fazer face às limitações do espaço habitável, conduzindo a uma deterioração da sua imagem arquitetónica e urbana. 

 

O processo de reabilitação profunda do aglomerado contemplou, neste sentido, uma redefinição das áreas, adequando-as aos regulamentos em vigor, e uma importante revisão das tipologias das habitações. A intervenção, que incidiu sobre os 25 edifícios originais, transformou os 150 fogos existentes, até à data, em 90 fogos, tendo em vista a melhoria das condições de habitabilidade das populações que ali residem.  

 

*Informação atualizada em 01/10/2025, segundo o Observatório de Habitação Social do Município do Porto.

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