A 12 de agosto de 1938, o Ministério das Obras Públicas e Comunicações emitia o Decreto-Lei n.º 28 912, que criava para a cidade de Lisboa, sob a tutela da Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, condições para a instalação de casas económicas e desmontáveis, que o Porto pode aproveitar dois anos depois.
Na década de 1940 e na primeira metade da de 1950, a construção municipal, tendo como principal objetivo a salubrização da cidade, permitiu ao município portuense baixar para mil o total de ilhas remanescentes.
O Agrupamento de Habitações Populares de Rebordões, ou Moradias de São João de Deus, localizado na freguesia de Campanhã, começou a ser edificado, justamente, durante esse período, sendo, posteriormente, alvo de várias ampliações.
Em 2003, o Município do Porto aprovou o primeiro plano especial de intervenção em bairros municipais: o Plano Especial de Intervenção no Bairro de São João de Deus, que devido aos graves problemas construtivos, ambientais, sociais e urbanos, estipulava a demolição de 28 blocos de habitação municipal - construídos em diferentes fases, a partir de 1955 – e a transferência de cerca de 700 famílias para outras habitações municipais.
Hoje, subsistem apenas as moradias desse bairro - concluídas em 1944. Após a reabilitação profunda do conjunto habitacional, as 144 habitações unifamiliares originais, maioritariamente dispostas em semicírculo, tendo no centro uma praça à frente da qual se erguem mais duas fileiras de casas, foram agrupadas em 84 casas individuais de dois pisos geminadas e/ou em banda.
*Informação atualizada em 01/10/2025, segundo o Observatório de Habitação Social do Município do Porto.