A 12 de agosto de 1938, o Ministério das Obras Públicas e Comunicações emitia o Decreto-Lei n.º 28 912, que criava para a cidade de Lisboa, sob a tutela da Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, condições para a instalação de casas económicas e desmontáveis, que o Porto pode aproveitar dois anos depois.  

 

Na década de 1940 e na primeira metade da de 1950, a construção municipal, tendo como principal objetivo a salubrização da cidade, permitiu ao município portuense baixar para mil o total de ilhas remanescentes.  

 

Foi este o contexto que possibilitou a construção do Aglomerado de Casas Desmontáveis da Corujeira, no Alto da Bela, ou São Vicente de Paulo, na freguesia de Campanhã.  

No dia 27 de abril de 1949 foram inauguradas as primeiras 150 moradias deste bairro, em 1951 estavam prontas mais 18 habitações, que constituíam a segunda fase de construção, e no ano seguinte ficaram prontas mais 12 casas, numa terceira fase de construção. O aglomerado ficou concluído em 1954, com mais 12 habitações, integradas num bloco plurifamiliar.   

 

Em 2004, foi aprovado o Plano Especial de Intervenção do bairro de São Vicente de Paulo, que, entre 2004 e 2008, levou à demolição das 180 moradias pré-fabricadas, com condições habitacionais deficitárias, e à consequente transferência dos agregados que ali residiam para outras habitações municipais. Foi apenas mantido o bloco plurifamiliar (18 fogos), alvo de obras de reabilitação em 2014. 

 

*Informação atualizada em 01/10/2025, segundo o Observatório de Habitação Social do Município do Porto.