O projeto “Querido Planeta Azul”, desenvolvido pela Domus Social em parceria com o balleteatro, teve como objetivo sensibilizar jovens residentes das comunidades desfavorecidas de Campanhã para diferentes áreas artísticas e temáticas ambientais. No total, foram impactados cerca de uma centena de participantes. O momento que assinalou o encerramento do plano de atividades da iniciativa decorreu na passada segunda-feira, no Coliseu Porto Ageas.
Ao longo de três residências artísticas do “Querido Planeta Azul”, cada uma com a duração de seis meses, realizaram-se aproximadamente 200 aulas e oficinas artísticas, cerca de 15 ensaios e três espetáculos.
Para a cerca de uma centena de crianças e jovens que participaram no projeto, estes momentos propuseram-se a ser uma oportunidade para adquirir e desenvolver técnicas artísticas, aprofundar conhecimentos sobre temáticas ambientais urgentes, bem como para fortalecer sentimentos de pertença e integração.
Acompanhados por uma equipa artística permanente, a qual integraram sete professores e oito técnicos, os participantes — com idades entre os 12 e os 17 anos, residentes dos bairros municipais de Campanhã — exploraram, no domínio artístico, disciplinas como a música, a escrita criativa, o canto, o movimento, a dança e o teatro.
Já no campo da sensibilização para as questões ambientais, a iniciativa procurou contribuir para a formação de jovens cidadãos conscientes e ativos, despertando estas novas gerações para a responsabilidade coletiva e para a importância da adoção de comportamentos positivos, ecológicos e sustentáveis.
Esta sinergia entre arte, cultura, educação ambiental e comunidade, promovida pelo “Querido Planeta Azul” desde 2024, deu cor ao palco do Coliseu Porto Ageas, esta segunda-feira, durante aquele que foi o último espetáculo do projeto.
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Com direção de Isabel Barros, o espetáculo “Querido Planeta Azul”, apresentado no passado dia 9 de junho, assinalou o encerramento da terceira e última residência artística calendarizada no âmbito da iniciativa, concluindo, ao mesmo tempo, o plano de atividades global do projeto.
Em palco, brilhou novamente um grupo de crianças e jovens residentes das comunidades desfavorecidas de Campanhã. À semelhança das duas apresentações anteriores, os participantes foram, simultaneamente, os protagonistas e os responsáveis por vários aspetos do processo de produção.
A ocasião, que voltou a convidar o público para um momento de celebração e de reflexão em torno do planeta Terra, contou com a participação especial de Luca Argel e Miguel Guedes, entre outros músicos e artistas convidados, e de alunos do Curso de Dança da escola profissional balleteatro.
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Marcaram também presença no espetáculo o vereador da Habitação e presidente do conselho de administração da Domus Social, Pedro Baganha, e o vice-presidente da Câmara Municipal do Porto e vereador do Ambiente e da Transição Climática, Filipe Araújo.
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Cofinanciado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no âmbito dos Planos de Ação das Operações Integradas dos Territórios de Intervenção (PAOITI), o “Querido Planeta Azul” contou com o envolvimento de várias entidades: Arco Maior, C.A.T.L. – CerPorto, Casa do Vale, Centro Juvenil de Campanhã, Escola Básica e Secundária do Cerco do Porto e a associação Os Malmequeres de Noeda.